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Mulheres enólogas, vinhos de personalidade e consistência

Evento com a participação das 3 enólogas (Felipa Pato, Ana López da Gramona, Rosalía Molina) ainda está dando o que falar e foi novamente matéria, dessa vez no site Vinho e Gastronomia.

No mundo do vinho “la Donna no è móbile”, mas produz vinhos com caráter, personalidade e muita consistência. A Porto a Porto/Casa Flora que já tinham em seu portfolio uma enóloga inspirada como Felipa Pato com seus vinhos Ensaios (para iniciantes como ela recomenda) e Lokal, acrescenta mais duas competentes enólogas: Ana López Lidón da Gramona com seus cavas deliciosos e frescos e Rosalía Molina com seus tintos fora de série.

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Felipa Pato é filha de Luis Pato, o mestre da baga. Normalmente produz vinhos em vôo solo como é o caso de Ensaios, Lokal. Mas como enóçogos são artistas também, como boa artista ela faz criativas parcerias com o pai e agora com o marido William fez os vinhos Bossa e Nova, dois brancos frescos e deliciosos, principalmente o Nossa, um branco 100% Bical de um terroir da categoria de grand cru na Bairrada. O Brasil foi importante na história pessoal do casal, daí o nome dos vinhos Bossa e Nova.

O Lokal Sílex 2005 está muito interessante e mais pronto do que o seu Lokal Calcáreo 2005 (do qual ainda tenho uma garrafa) e que ela precisou recomprar meia dúzia aqui no Brasil, pois já acabou em Portugal.

Ana López da Gramona produz cavas que vêm colecionando altas pontuações e elogios. Eric Asimov, o crítico do New York Times, já disse que os cavas Gramona lhe recordam grandes champanhes. Certamente porque ele degustou o Imperial que fica 40 meses sur lies e é uma beleza. O Xarel.lo foi muito apreciado, um branco feito desta cepa que é também a base de seus cavas: fresco, vibrante e diferente. Os cavas são produzidos pelo método champenoise e todos os vinhos são orgânicos.

Rosalía Molina é enóloga e proprietária da vinícola Alto Landon. Trouxe um malbec e um syrah produzidos por ela na Espanha, próximo a Madri. São bons, mas seu Rayuelo 2006 da uva bobal (primeira vez que ouça falar dela) é um tinto para fugir da mesmice, bem equilibrado, frutado e delicioso. E orgânico.

fonte: Vinho e Gastronomia

As notas pessoais sobre a degustação são da autora do blog, Silvia Franco.

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